TRANSIÇÃO DE CARREIRA: DESAFIO PARA PROFISSIONAIS ACIMA DE 50 ANOS

Que tema difícil de abordar, você nem sabe como!!!!

Digo isso por estar passando por essa transição, estar vivendo na pele mudar de carreira, e de uma forma não planejada, no meio da maior crise sanitária dos últimos 100 anos, com desdobramentos devastadores no campo social, econômico e financeiro.

Com a crise do COVID-19 as aulas deixaram momentaneamente de ser presenciais e passaram a ser on line. Isso provocou uma reestruturação nas instituições de ensino, trazendo demissões dos profissionais da área, principalmente professores. Acabei sendo demitido também.

Como aconteceu no início dos anos 2000, decidi mudar de área. Até 2001 trabalhava na área administrativa recursos humanos. Me aventurei como empreendedor mas acabei ingressando na área acadêmica como professor, onde permaneci até 2020.

Se lá atras eu tinha a questão da idade a meu favor, tinha terminado o curso de psicologia, estava com energia de sobra para enfrentar desafios, superar dificuldades, ávido para aprender e criar, atualmente, com 54 anos encontro inúmeras diferenças e dificuldades que não encontrava naquela época.

Para mudar tenho a ciência a meu favor. Tudo evoluiu, atualmente a idade cronológica não conta mais, eu estou bem disposto e muito motivado, mas somente isso não basta, o cenário atual é bem diferente.

Percebo que praticamente tudo que vamos fazer tem tecnologia envolvida, percebo que o ser humano atual, é diferente daquele que iniciava o século XXI.

Hoje as redes sociais estão aí para conectar todo mundo. Passamos horas no celular, abandonamos a TV, temos tantos amigos nas redes sociais e tão poucos na vida real.

Percebo que o prazo de validade das coisas é muito rápido. Está tudo descartável. Vejo que a atual geração quer tudo para ontem, troca de emprego como quem troca de roupa, se você discorda de algo da pessoa “ela pega e te cancela”. Provavelmente no futuro essa atual geração será considerada mimada e, também a geração que não pode ser contrariada. Vejo que os vínculos estão superficiais, seja em relação às pessoas, às empresas, às marcas. Acredito que seja uma marca do mundo atual, o chamado desapegar.

Acompanho os noticiários e vejo que o ser humano está pouco preocupado com o outro. Mesmo nessa crise sanitária, com possibildade de adoecer, de morrer, as pessoas preferem ter o prazer imediato, com a questão do momento.

Vejo atualmente um avanço na preocupação com cidadania, com inclusão, com as minorias, porém mesmo com esforço e empenho , vejo que temos muito a evoluir.

 Quer dizer, o momento é de ebulição, de discussão, de transição, de quebra de paradigmas.

Com esses cenários, com esse contexto, é que estou mudando de carreira.

Acredito que mais do que uma necessidade, acaba sendo um ato de coragem, de bravura, pois acredito que seria muito mais simples sujeitar-se a inúmeras propostas para permanecer na área de educação, pois a nova realidade está gerando muitas oportunidades para atuar na área.

Porém, acredito que com as competências que acumulei ao longo de minha carreira profissional, somada a minha formação acadêmica, me senti fortalecido em tomar a decisão que tomei.

Nesse mundo em transformação, penso que as competências acumuladas servem de referência para adquirir as chamadas competências Soft Skils, as competências da economia 4.0, as competências na nova década.

Olha, não é fácil!!!! Precisa se reinventar, se desconstruir, adaptar-se a uma realidade repleta de incerteza, insegurança e uma volatilidade nunca vista antes.

Mais do que falar que precisamos ser flexíveis, adaptáveis, camaleões, precisamos na verdade desapegar de convicções para aceitar essa situação.

Como exemplo dou a fala de nossos governantes que no início da semana resolve fechar todo comércio, no meio da semana tenta iniciar a flexibilização do comercio e na sexta-feira resolve abrir todo comércio em razão das pressões políticas que podem prejudicar uma futura reeleição.

Em outra situação, uma determinada empresa resolve fechar seus pontos comerciais fixos e resolvem implantar e-commerce, mas em razão do impacto negativo da decisão, resolve voltar atras e deixar tudo como está.

Quer dizer, como que alguém com 54 anos de idade vai se aventurar de trocar o certo pelo duvidoso, fazer aquilo que nossos avós diziam pra gente: Mais vale um pássaro na mão do que dois voando????

Nesse momento que escrevo a postagem li a notícia de que Bernardo Resende, o Bernardinho do vôlei, multicampeão com a seleção brasileira de vôlei, aceitou o convite de treinar a seleção de vôlei da França, para as Olimpiadas de Paris. Quer dizer, existe maior inspiração para quem quer mudar com idade acima de 50 anos , do que a do Bernardinho assumir tamanho desafio em sua vitoriosa carreira???????? Mudar de ares faz bem, e quando se trata de desafio, de oportunidade de crescimento, não tem idade, não tem zona de conforto que nos segure!!!!!

Interessante num é?

Mas apesar de toda essa inspiração, posso te falar que esse dilema da mudança está sendo vivenciado pela minha geração, que chega na maturidade profissional e precisa tomar algumas decisões de sobrevivência no mercado de trabalho. E mudar acaba sendo uma dessas difíceis decisões. Somos chamados a nos reinventar!!!!!!

Esse contingente de profissionais que chega a essa faixa etária, a esse nível profissional, teve oportunidade de se qualificar profissionalmente, frequentar a faculdade, viver transições tecnológicas, presenciar mudanças econômicas, políticas, governamentais. Diria que essa geração com mais de 50 anos vem com uma “casca” bem interessante.

Para que pessoas da minha faixa de idade decidam mudar, alguns fatores motivacionais precisam ocorrer:

– A oportunidade ou necessidade

– O inconformismo

– A vontade de contribuir com um mundo melhor

– As ambições econômicas ou financeiras

Para cada uma dessas motivações, fatores internos são impulsionados para a tomada de decisão.

Disparados esses fatores, o indivíduo vai reunindo seus recursos internos, e surge a decisão de mudar. Desafia seus limites, reúne energias para superar obstáculos e vai, mete as caras e cria aquele “sangue nos olhos” e aprende, na raça, na persistência, na vontade.

E é um pouco do que acontece comigo!

Sou um amante da psicologia! Formei-me em 2000! De lá para utilizei a psicologia na atividade de treinamento, seleção, desenvolvimento organizacional, recursos humanos como um todo. Também utilizei muito na sala de aula, como professor.

Agora que saí de meu cargo de professor, resolvi atuar como psicólogo, na área clínica!

É um desafio, estou aprendendo e reaprendendo diariamente.

Estou melhorando minha capacidade analítica, meu relacionamento interpessoal, minha inteligência emocional.

Preciso a cada dia fortalecer meu autoconhecimento, meu rapport, minha comunicação!

Diferente do período que trabalhava como professor, onde tinha toda infraestrutura oferecida pela universidade, o trabalho clínico requer um consultório, ou um aplicativo de videocomunicação para as sessões on line.

Diferente da segurança oferecida pelo trabalho registrado, o trabalho como psicólogo autônomo requer a reestruturação da minha vida profissional.

Esse meu exemplo pessoal pode servir para os profissionais acima dos 50 anos que desejam trocar de profissão, mudar de carreira.

Disciplina, flexibilidade, empatia, organização, persistência, paciência, relacionamentos interpessoais, maturidade. São palavras que falei muito em minhas aulas, mas por incrível que pareça, estou reaprendendo a cada raio de sol que surge no horizonte.

50 anos, lembro de meu pai com essa faixa etária. Trabalhou 30 anos na mesma empresa, sempre feliz, seguro, orgulhoso. Eu atualmente com essa mesma faixa de idade, estou vivendo e praticando valores tão opostos, mas que atualmente me deixam muito feliz.

E você? Está passando pela mesma situação? Gostaria de deixar seu depoimento ou opinião?

Gostou do tema? Faz sentido para você?

Vou finalizando te deixando um forte abraço e, também uma frase que li de Charles Darwin, a respeito da evolução da humanidade, que retrata mais ou menos o seguinte:

Na vida a sobrevivência não é dos mais fortes, mas daqueles que melhor se adaptam ao meio ambiente!

Pense nisso.

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo

ENGAJAMENTO – FAÇA A DIFERENÇA NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO

O profissional engajado com o que faz e aderindo à cultura da empresa faz toda a diferença

Tenho acompanhado as mudanças que tem ocorrido no mercado de trabalho em função da pandemia e das novas tecnologias disponíveis!

A mudança de paradigma está ocorrendo.

O mercado de trabalho está encolhendo assustadoramente. Profissões estão desaparecendo, o home office tomando conta, o coworking uma realidade.

O trabalho em espaços compartilhados está cada vez mais sendo praticado.

Os contratos de trabalhos flexibilizados, redução de carga horária com redução de salário, suspensão de contratos de trabalho, os trabalhos ocorrendo parte presencial, parte home office.

Vemos também o encerramento de atividades no Brasil de empresas como a Ford, que depois de décadas em nosso pais, deixou de produzir veículos em território nacional.

Com tantas notícias sendo divulgadas, como fica a cabeça do trabalhador brasileiro, que está empregado, produtivo e com uma carreira próspera?

Será que está sendo atingido? Será que diminuiu a produtividade e aumentou a preocupação com a manutenção de seu emprego?

Acredito que essa seja uma questão a ser investigada!

Que logo teremos resultados de pesquisas para servir de parâmetro e estudo das relações de trabalho do início dessa década, marcada pela devastadora pandemia que assola o mundo!

Mas o que podemos discutir, debater e compreender é a questão do engajamento.

O que eu posso fazer para aumentar meu engajamento com minhas atividades, meu propósito e meu objetivo?

Penso que as crises sempre existiram, mas essa é diferente. Está afetando desde multinacionais, CEOs, CFOs, Autônomos, empresários, profissionais liberais.

E esse afetar, nem sempre é só negativamente. Dou como exemplo a profissão de psicólogo!

Com a pandemia os profissionais de psicologia viram sua atividade aumentar significativamente, notoriamente no atendimento On Line.

A enfermagem está com praticamente no pleno emprego, com hospitais, clínicas, postos de saúde com seu quadro completo ou precisando de mais profissionais, assim como médicos, profissionais da radiologia, fisioterapia e saúde como um todo.

Mas o que pode diferenciar o profissional nesse momento de crise?

Penso que uma questão relevante é o engajamento.

Estar engajado, fazer mais do que aquilo que é solicitado. Entregar resultado de qualidade. Cumprir prazos. Encantar clientes. Diminuir custos, desperdício, retrabalho. Tudo está ligado ao engajamento.

Essa pequena palavra, que no dicionário quer dizer.o sentimento de pertencimento, o vínculo criado pelo colaborador com a tarefa ou a empresa em si.

Uma reciprocidade entre ambos. No mundo organizacional está relacionado ao que a gente chama de “sangue nos olhos”, “vestir a camisa”, “estar aqui para o que der e vier”, “vamos nessa que aqui é pau para toda obra”. São expressões que mostram de uma forma simples, o profissional que é engajado naquilo que faz e o sentimento de pertencimento.

E olha que nem precisa ser o profissional mais inteligente, mais capacitado, mais qualificado, para ser engajado.

Precisa ser aquele mais motivado, mais entusiasmado, mais cooperativo e colaborativo.

O engajamento está ligado a atitude, a ação, a positividade.

Está ligado a ter foco na solução e não no problema. Procurar resolver e não querer achar um culpado.

Mas como posso desenvolver esses comportamentos ligados a engajamento?

Algumas sugestões:

– Aumentar foco

– Ter um objetivo

– Estabelecer um planejamento

– Buscar pequenas conquistas, que na soma representará as grandes vitórias

– Construir relacionamentos positivos

– Desenvolver atitude empreendedora

– Explorar as características de liderança

É, ao que parece, ser engajado não é tão simples assim!!! Seguramente requer sair da zona de conforto!  

Requer esforço, determinação, estratégia.

E você está preparado para aumentar seu engajamento?

Gostou do tema? Quer fazer perguntas, comentários ou dar sugestões?

Deixe no post do blog, acompanhe meu trabalho nas redes sociais!

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo

CONFLITOS PROFISSIONAIS – Como lidar com essa realidade

Como uma parte de vocês sabem já possuo mais de 35 anos de convívio no meio organizacional.

Na década de 1980 quando comecei a trabalhar não existia nem o fax, nem o celular, nem o microcomputador. Uma linha telefônica era privilégio para poucos, assim como os cursos universitários eram bem restritos, não existiam tantas universidades e o valor das mensalidades eram altos. Só consegui fazer faculdade em razão de uma bolsa de estudos que ganhei da empresa em que trabalhei mais de 7 anos.

Naquela época, quando comecei a trabalhar e ingressei no meu primeiro emprego como office boy, já percebia como era difícil se relacionar com meus superiores.

Lembro que numa das empresas que trabalhei, a secretária que era a pessoa que respondia pelo meu trabalho, pediu num final de tarde que eu fizesse hora extra para ajudar na finalização de um processo. Eu deveria acompanhar as cópias do um processo, com cerca de 300 páginas.

Expliquei a ela que não podia ficar, pois naquele dia eu tinha prova no colégio. Eu era estudante do 2º ano colegial (atual 2º ano do ensino médio). Ela insistiu e continuei argumentando, falei que não podia. Ela fez algumas ligações, conseguiu um office boy de outro departamento para fazer esse serviço.

Sei que ao término do meu contrato de experiência não fui efetivado, fui demitido sem maiores explicações. Vou falar para vocês que eu saí de cabeça erguida, e no meu pensamento a demissão foi consequência desse conflito, pela recusa em fazer hora extra nesse dia. Pois é, a vida seguiu, o tempo passou e não consigo ter a certeza do que de fato aconteceu que me levou à demissão, mais de 35 anos depois desse fato.

Seguramente esse não foi o único conflito ao longo da minha carreira profissional, mas marcou muito e me fez amadurecer e me tornar mais flexível, atencioso e observador do ambiente profissional.

Assim como eu tive essa dificuldade com meu chefe, penso que milhares de pessoas passam por conflitos durante seu expediente, e que de uma certa forma não são bem resolvidos, ficando mágoas, decepções, rancores que não são bons para o ambiente organizacional.

A palavra conflito é derivada do latim Conflictus, é derivada da idéia de discussão – juntamente com a ameaça de luta, combate. Pressupõe que necessita estabelecer um lado, um lado como correto. O conflito surge a partir da percepção, do reconhecimento da existência do conflito entre as partes.  Ou seja o lado A se opõe ao lado b, como sendo certo, correto, absoluto. Quer defender sua opinião contra os ataques da parte b. Vários estudiosos da cultura e ambiente organizacional adaptaram esses conceitos para o dia a dia da empresa. O Blog.softwareavaliação.com.br tem um artigo excelente detalhando o tema Gestão de Conflitos caso você queira mais detalhes.

Mas afinal o que ocorre de tão diferente que causa tantos conflitos entre subordinados e seus chefes? Quais são os motivos desses conflitos? O que acontece que o conflito não fica na esfera organizacional/profissional e que muda para a parte pessoal. Gera sentimentos de revanchismo, revide, outros.

Antes de mais nada, penso que somos seres humanos, sujeitos a falhas e defeitos. Cada indivíduo tem sua visão de mundo, suas perspectivas, objetivos e ambições. Muitas dessas questões divergem no ambiente de trabalho, de acordo com o papel que os indivíduos desempenham nas empresas.

Alguns interesses são contraditórios, antagônicos e diferentes de indivíduo para indivíduo, e isso faz com que cada um defenda seu interesse.

Nesse momento é que surge a condição ideal para o conflito. Porém cabe às partes ter maturidade o suficiente para superar esse conflito profissional e tocar a vida, dar andamento a suas tarefas, objetivos e metas. O problema que nem todo mundo tem maturidade suficiente para superar esse obstáculo.  Além disso é necessário também o equilíbrio emocional, que nem todos conseguem manter.

E surgem discussões, bate-boca, conflitos acalorados.

Uma pena, pois depois de tudo isso, o problema que surge pode ficar fora de controle, e surgir uma advertência, uma demissão, que em alguns caso podem se tornar demissão por justa causa, com boletim de ocorrência e até mesmo processos judiciais.

Alguns conflitos beiram ao assédio moral e acabam nos tribunais, por total falta de habilidade emocional das partes envolvidas,

Com o passar do tempo aprendi a lidar com esses conflitos, vi que eram inevitáveis. Para isso eu precisei amadurecer, ajustar minhas expectativas e objetivos.

Um detalhe que passei a observar era o ambiente de trabalho. Que tipo de personalidades estavam em meu departamento, quais as ambições que as pessoas tinham na empresa, e também como os grupos eram formados.

Entendendo esse ambiente pude me adaptar, ajustar minha forma de trabalhar, quais assuntos os colegas conversavam, se aceitavam novas companhias.

Por incrível que pareça, a hora do almoço me trazia muitas informações. No começo ficava na defensiva, preferia conhecer o ambiente e não me envolver muito.

Conhecendo cada colega a situação começava a modificar, já recebia convites para almoço, já frequentava a sala do cafezinho. Debatia assuntos profissionais, falava sobre futebol, cinema, livros, locais para passeio. Criei vínculos.

Esse meu comportamento evitou muitos conflitos, pois muitas vezes via discussões entre colegas de trabalho, mas não me envolvia. Deixava meu chefe tomar pé da situação e resolver de acordo com seu estilo. Essa questão foi possível em razão de meu estilo de personalidade. Não gosto de me envolver em conflitos. Prefiro resolver com a pessoa individualmente.

Portanto precisamos reconhecer a existência dos conflitos nas empresas, precisamos nos preparar emocionalmente para o conflito seja com nosso chefe, seja com os colegas de trabalho. Quando vier a ocorrer, precisamos resolver, não colocar embaixo do tapete, pois ele cresce e pode sair do controle.

Fatores como experiência, maturidade, equilíbrio emocional e jogo de cintura de ajuda a avaliar a situação, procurar o diálogo, escutar o ponto de vista contrário e se for o caso deixar as emoções acalmarem para que o conflito seja discutido e encontrada uma solução.

Fico por aqui, é um assunto bem interessante que não se esgota nessa postagem.

Busque outras opiniões e conhecimento sobre gestão de conflitos.

Grande abraço e até a próxima.

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo

Formação Continuada e o pós – pandemia

Recentemente participei de um curso gratuíto promovido pelo PUCRS ministrado por uma dupla de profissionais do mais alto gabarito, Leandro Karnal e Maria Luiza Trajano! Os dois dispensam comentários, são ícones na area que atuam!

O curso foi on line e teve o conteúdo ministrado por vídeoaulas, uma tendência que veio para ficar, quando tudo passar.

Achei muito interessante a abordagem sobre as tendências pós pandemia! Me chamou a atenção quando foi tratado a questão da Formação Continuada!

Em muitas aulas que lecionei para diversos cursos na Universidade, tratei desse tema, mas principalmente como sendo um diferencial competitivo, um destaque que o profissional poderia ter em suas qualificações.

Porém os dados trazidos, e também pesquisas que fiz posteriormente, textos que tenho lido nas redes sociais, artigos publicados em renomadas revistas, mostram que essa questão, a Formação Continuada, será uma espécie de pré-requisito para que a carreira do profissional seja bem-sucedida.

Se antes essa formação continuada poderia abranger cursos de uma trilha do conhecimento de uma mesma área, por exemplo finanças, agora essa formação pode ser diversificada, variada, envolvendo vários saberes, vários campos do conhecimento.

A nova linha do pensamento para a continuação dos estudos pode ser ampla, abrangente, direcionada aos interesses do indivíduo, e não somente a tarefa que realiza, o cargo que ocupa.

Podemos por exemplo ter um indivíduo que trabalha na área da saúde, tem interesse e habilidades de gestão e gosta muito de fotografia e vídeos!

Com a questão do pós pandemia esse indivíduo pode vir a fazer uma pós graduação em Gestão Hospitalar, cursos livres de fotografia, edição de fotos, aperfeiçoamente na utilização de cameras fotográficas. Indo além, esse profissional pode gravar vídeos sobre cuidados com a saúde, autocuidado, cuido com jovens e adolescentes, enfim essa trilha fica rica, intensa, diversificada, voltada para o desenvovimento holístico do indivíduo.

Isso é uma quebra de paradigma, pois a visão anterior compartilhava, aprofundava um determinado conhecimento. A atual, pelo contrário, mostra que o indivíduo pode ter um desenvolvimento abrangendo novas capacidades, novas competências, que podem ser transversais, complementares, interligadas.

Acredito que ao estimular a Formação Continuada ligada aos interesses do indivíduo, isso poderá animar, motivar, desenvolver melhor o indivíduo.

Será inegável o estímulo a outras áreas do cerebro, aumentar a inteligência emocional, favorecer o aprendizado colaborativo, tornar os ganhos de aprendizagem ainda mais potencializados!

Eu mesmo com a questão de atuar com a área da saúde, educação, gestão, vejo possibilidades de aprender em atividades que gosto muito como viagens, jardinagem, gastronomia informática. Gostei muito das dicas e das pesquisas que realizei!

Se antes já era um entusiasta da formação continuada, pretendo me capacitar cada vez mais, investindo no desenvolvimento de novas capacidades e competências!

Gostou do assunto, quer se desenvolver na sua área e em outras que tem interesse, deixe seu comentário, sugestão e opinião!

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo e Profissional de Recursos Humanos

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