A DECISÃO DE FAZER TERAPIA

Quando começar a terapia?

A vida agitada dos tempos atuais tem mexido com o emocional das pessoas!

Estamos ultrapassando o momento de crise provocado pela Pandemia de COVID-19 e de certa forma retomando nosso cotidiano.

Foi um período severo, de isolamento social, home office, aula on line, conversas digitais.

Para muitos foi um período que puderam fazer um retiro em outra cidade, na praia, na montanha.

Foi um momento de ficar só consigo mesmo, refletir seu papel no mundo, refletir a sua existência.

Para muitos outros foi o momento de improvisar, de flexibilizar, de dar “aquele famoso jeitinho brasileiro”, seja para assistir uma aula on line, seja para poder trabalhar home office.

Durante esse período eu mesmo tive a minha rotina de vida alterada!

No início da pandemia da COVID-19 eu comecei a lecionar aula ao vivo on line para o curso superior que dava aula. Foi uma adaptação diária.

Dificuldades, obstáculos, improviso.

Na sequência perdi o emprego de professor pois o quadro de professores da universidade foi reduzido e eu estava no corte.

Por último, acabei contaminado pela COVID-19!

Tive sintomas leves, mas que me abateram bem!

Fiquei em isolamento por 10 dias!

Portanto, senti na pele várias das situações que relato em minha postagem.

Passaram pela minha cabeça várias situações, tive que superar a instabilidade emocional, encontrar forças para me reerguer e enfrentar desanimo e tristeza entre outros sentimentos

Retornando a meu texto, a questão de flexibilidade me chamou muito a atenção.

Assisti uma reportagem sobre um aluno da zona rural, que para assistir suas aulas pelo celular, precisou subir numa arvore, local onde foi possível ter um sinal de internet melhor para assistir sua aula on line ao vivo.

Agora você imagina, fazer isso uma vez ou outra dá para encarar!

Ter essa realidade durante os dois anos que a pandemia foi mais severa em nosso país, certamente traz um efeito colateral, um desgaste seja físico ou emocional bem grande.

Isso só para citar um jovem que passou por isso!

Agora você imagina as mães que tiveram seus filhos em casa por todo esse período, o idoso que foi privado de seu convívio com os amigos do clube, ou os jovens que tinham inúmeros sonhos a concretizar.

Sem falar os milhares de trabalhadores que perderam seu emprego na pandemia e viram suas contas vencerem, o dinheiro acabar.

Porém uma coisa é certa, o indivíduo possui um limite para suportar as pressões psicológicas exercidas pela vida.

Situações como desemprego, perdas de entes queridos, relacionamentos em crise, doenças físicas, tudo isso causa um desgaste absurdo.

O indivíduo precisa perceber como anda sua energia, como anda seu humor, como está se relacionando, como tem enfrentado os obstáculos de sua vida.

Cada um tem um sinal de alerta em seu íntimo que precisa ser observado.

Alterações no sono, alterações no apetite, falta de vontade de realizar as coisas que sente prazer, irritações constantes, sinais de agressividade, medo sem causa específica.

Poderia listar inúmeras situações que refletem um estado de alerta para vários transtornos mentais, porém esses tem sido relatado com maior frequência nesses dias difíceis da pandemia da COVID-19.

Que sentimento de impotência, num é mesmo!

Realmente esse período não foi fácil!

Cada um superou de uma forma suas perdas, seus estresses, suas depressões.

Mas como psicólogo eu me pergunto: e aquele indivíduo que ainda não conseguiu superar seus piores momentos de pandemia, suas piores crises??????

Qual será o momento de ele pedir ajuda profissional, de iniciar uma terapia?

Como psicólogo eu não tenho uma receita!

Cada indivíduo tem sua característica, sua personalidade, seu estado emocional!

Muitos não percebem a gravidade do momento que estão passando e tentam adiar ao máximo essa decisão.

Seja por objeção à terapia!

Seja por um certo preconceito de que quem faz terapia “é louco!” Em muitos casos por ausência de assistência do poder público para fornecer atendimento psicológico a sua população!

Uma parcela pela falta de dinheiro, vez que o valor de cada sessão muitas vezes não é acessível pelo valor de seu salário.

Acredito que o assunto não se esgota nessa postagem, mas acredito que possa ser um alerta para muitas pessoas que você conhece, que ainda não sabem sobre qual momento deve pensar em passar por uma psicoterapia.

Gostou do tema?

Tem sugestões, críticas ou comentários!

Entre em contato comigo pelas redes sociais ou escreva que eu te respondo.

Expectativa e frustração

O processo de evolução do indivíduo é bem interessante!

Passamos por várias fases de desenvolvimento, cada uma com sua característica.

O que poucas pessoas percebem claramente é que passamos por essas fases e saímos frustrados de cada uma delas.

Cada fase por um motivo!

Cada fase trazendo uma consequência, que muitas vezes, perdura a vida inteira.

A definição que o questionário traz para frustração, ( desapontamento, decepção, desaponto, desencanto, desencantamento, desgosto, desilusão, insatisfação. Situação impedida de ser realizada: 2 fracasso, aborto, insucesso, malogro, revés, falhanço, naufrágio) talvez nos ajude a entender o significado dessa palavra para nossas vidas.

Veremos que nossas cicatrizes poderão ter sua origem na frustração.

Fomos criados para sermos indivíduos motivados, empolgados e entusiasmados!

Só que ser dessa maneira desenvolveu em nosso “psicológico” uma questão bem interessante: a expectativa.

Criamos Expectativas que geram planos, objetivos, metas, superar resultados.

A geração dessa expectativa, quando não concretizada, quando o resultado e a recompensa não acontece, surge a nossa “companheira”, que nomeamos de frustração.

Esses dois sentimentos ou características Expectativa X Resultados, que estão intimamente interligados, comandam boa parte de nossas vidas.

Precisamos aprender a lidar com os dois para que superemos os obstáculos da vida, da melhor maneira possível.

Precisamos ter expectativas, ambições, satisfazer desejos, porém quando tudo isso que planejamos, desejamos não ocorre, surge a frustração, à qual também faz parte da vida e que precisamos aprender a lidar.

Aliás, escutamos das pessoas que para aprender a viver precisamos saber superar as frustrações da vida. Que ela, a frustração, amadurece o indivíduo.

Se somos guiados pelo desejo, pelo “tudo pode”, quando vemos que isso é praticamente impossível, somos frustrados.

Dessa frustração surge o alinhamento das expectativas, mais reais, mais atingíveis e mais possíveis.

É, mas entender isso leva tempo!

Machuca!

Desanima!

Adoece.

Como explicar para uma criança que gosta de comer doce, que só um pedaço pode ser comido?

Ahhh!!!! Quando ela olha para o bolo ela imagina que o bolo é todo para ela, que ninguém mais terá qualquer pedaço desse bolo!

Logo ela espera comer tudo.

Briga com a mãe, chora, esperneia!!!!!!

Ela não entende que comer todos os pedaços do bolo pode dar dor de barriga, causar diabétes, além de deixar as outras crianças tristes, por não comerem nenhum pedaço do bolo!!!!!!

Aí que entra o não, a proibição, a necessidade de frustrar a criança!!!!!!

Mostrar os limites! Explicar que ela não pode ser guiada somente pela satisfação dos prazeres e desejos!!!!!

Se não houver essa atitude de mostrar em casa o limite para a criança, feita pelos pais e familiares, futuramente a sociedade se encarregará de mostrar a ela esses limites!!!!!

E dessa forma, feita pela sociedade, as consequências para essa criança, esse indivíduo, podem ser bem mais complexas e complicadas.

Porisso lidar com limites é uma das tarefas mais complicadas de nossa vida.

Não sabemos logo de cara até onde é nosso limite e começa o limite do outro.

Nas relações sociais é uma importante ferramenta para as relações pois não podemos sufocar o outro!

Também não podemos deixar que o outro invada, ultrapasse os limites.

Deixando essa questão dos limites clara para o outro, construímos uma relação de respeito, admiração, compromisso e comprometimento.

Gostou do tema?

Tem exemplos onde a questão dos limites foi conquistada com muito diálogo, conversa e respeito?

Deixe seus comentários, sugestões e opiniões!

Sua participação é muito importante para nós!

Arnaldo Pereira dos Santos

Qual a melhor forma de aprender um conteúdo novo?

Os desafios da Aprendizagem

Tenho acompanhado a questão educacional nesse período de retomada das aulas, no pós-pandemia, e muito tem me preocupado a forma de tratamento da educação como um todo.

Acreditava-se que a pandemia seria algo passageiro, com sua resolução em questão de meses.

Já estamos completamos mais de 2 anos desde o surgimento dos primeiros caso da China, e ainda não existe uma solução definitiva.

A própria China vê agora um surto de COVID-19 em algumas de suas grandes cidades. Estão com um programa de tolerância zero para a COVID-19. Ou seja, continua uma incerteza muito grande sobre quais rumos da pandemia.

Em nosso país, vemos a retomada das aulas presencias nas escolas públicas e privadas, após longo período em que as aulas estavam quase que exclusivamente em Aula On Line.

Apesar do Ministro decretar o fim da Emergência Sanitária, os cuidados no pais continuam.

Estudiosos apontam que nesse período em que os alunos ficaram distantes das salas de aula, uma das consequências foi o atraso na aprendizagem.

Os recursos tecnológicos e metodologias de ensino não foram suficientes para garantir o mínimo de aprendizagem do nosso aluno.

Uma das consequências dessa forma de se lecionar com mediação da tecnologia, foi o elevado índice de evasão escolar em nosso pais.

Vários foram os motivos alegados para o abandono das aulas.

Da falta de recursos materiais e técnicos, como uma internet de baixa qualidade, a falta de equipamentos (computadores, celulares, tablets) para assistir as aulas à distância , até questões como baixa compreensão do conteúdo explicado, falta de apoio famíliar, falta de concentração e foco.

Diante desse cenário de reconstrução da educação, como o problema deve ser atacado?

Gestores educacionais, especialistas em psicopedagogia, estudiosos das metodologias educacionais buscam encontrar meios de trazer os alunos de volta para a sala de aula, com motivação, empenho e dedicação.

Não é uma tarefa fácil, requer um esforço de todas as esferas de poder para que a credibilidade no sistema educacional seja resgatada.

Há de se levar em consideração o tempo de aprendizagem de cada aluno, a maneira como eles aprendem, os recursos educacionais disponíveis e a valorização dos professores.

Acredito que nessa heróica tarefa, não pode ser deixado de lado a maneira que o indivíduo assimila o conteúdo exposto, seja ele auditivo, visual ou cinestésico.

Entender essas particularidades auxiliará o educador na elaboração da sua aula, do seu material de apoio e na dinâmica que implementará nas aulas presenciais.

A preparação dessa aula passará pela elaboração do material didático compatível com a turma que lecionará.

Deverá levar em conta que muitos alunos compreendem melhor aulas expositivas com auxílio de podcast, de músicas, de leitura em voz alta, pois são alunos com características auditivas como ponto forte na hora de aprender.

Esse aluno terá no campo auditivo, na trilha auditiva, a compreensão do conteúdo.

Terão lembranças de ítens como a voz, do ruído, o refrão para resolver exercícios que envolvam esse conteúdo ministrado.

Outra parte da aula poderá ser dedicada a ilustrar visualmente o conteúdo exposto, seja em infográficos, seja em mapas ou fotos daquilo que será exposto.

O aluno recorrerá à sua memória visual para se lembrar do que foi exposto, tendo inclusive clareza de aspectos abordados que ser reproduzido em sua mente na forma de um mapa mental, uma trilha lógica construída em seu cérebro para dar significado prático aos que aprendeu.

Por fim a aula poderá ter espaço para atividades práticas a respeito do que foi explicado, para que aqueles alunos que tenham destacada a forma de aprender pelo cinestésico possam ter a visão do todo que foi aprendido.

Problemas, charadas, dinâmicas, feiras, oficinas e outras atividades que possam contemplar o aprendizado cinestésico.

Nessa linha de recuperação do conteúdo defasado, o ideal seria que a aula pudesse mesclar elementos que oferecem oportunidade de aprendizado para as diferentes formas que o aluno pode aprender.

Porém é sabido da limitação de recursos do sistema educacional, e torna-se necessário encontrar uma solução criativa para que esse sonho de recuperação da aprendizagem defasada se torne realidade e nossos alunos possam retomar o curso normal de sua formação, nos diferentes níveis da educação: Fundamental, básica, profissionalizante, sem falar no ensino superior.

Gostou do tema?

Tem sugestões?

Gostaria de dar uma opinião ou crítica?

Agradeço ter prestigiado até aqui um tema tão importante como a retomada da educação em nosso país!

APTIDÕES EMOCIONAIS – VAMOS FALAR DE SENTIMENTOS E AÇÕES?

Sentimentos e ações

Talvez uma das maiores dificuldades quando se fala em inteligência emocional, em aptidões emocionais é a diferenciação entre os sentimentos e as ações.

Muitas ações são desencadeadas por sentimentos, assim como sentimentos afloram após determinadas ações e comportamentos.

Essa é a grande sacada, o grande diferencial quando se desenvolve a aptidão emocional, a capacidade de identificar seus sentimentos e os sentimentos dos outros.

Faz toda a diferença na carreira.

Olha os benefícios:

Gerenciar seus sentimentos de forma produtiva;

Controle das emoções;

Controle das ações;

Definição de sentimentos;

Definição das ações;

Inteligência emocional – equilíbrio comportamental

Todos os dias somos desafiados a superar obstáculos, apresentar resultados, ter comportamentos exemplares.

Sempre pensamos em acordar a cada dia melhor, mais treinados, mais experientes, mais desenvolvidos pessoalmente e profissionalmente.

A maioria das pessoas tem essas expectativas, essas ambições.

Vemos que a realidade se mostra um pouco diferente.

Tem dias que levantamos entusiasmados, otimistas e bem-dispostos.

Olhamos para nosso espelho e dizemos a nós mesmos: “hoje eu vou ter o melhor dia da minha vida!”

Em outros dias não temos energia sequer para olhar para nosso espelho, para se arrumar, para tomar nosso merecido cafezinho.

Somos influenciados por diferentes fatores, alguns internos que dependem de nós e outros externos, que dependem do ambiente onde vivo, onde frequento.

Para citar um exemplo podemos falar de uma entrevista de emprego que está agendada para daqui alguns dias.

Nossos pensamentos flutuam, vão do otimismo de “eu vou conseguir esse emprego” a pensamentos negativos de que “os concorrentes da vaga são melhores do que eu, estão mais preparados que eu!”

Felizmente ou infelizmente esses pensamentos vão interferir no preparo para a entrevista, para a “gestão do tempo” até a entrevista.

Posso ficar ansioso, inseguro, nervoso e simplesmente não pesquisar sobre a empresa em sites, redes sociais e outras fontes de informação.

Posso me negar a relembrar como preparar a planilha eletrônica Excel por pensar “De que adianta eu fazer tudo isso se não serei aprovado para a vaga mesmo!!!”

Porém se eu fizer a adequada gestão dos meus pensamentos negativos, “enfrentar de frente os medos e inseguranças” eu posso mudar meu estado mental, transformar pensamentos negativos e boas energias!

Energias que movam à superação, motivação, assumir riscos e criar condições favoráveis para que eu supere a ansiedade, pense em fazer dessa entrevista a experiência mais importante da minha carreira profissional.

Compreender as emoções que você sente te ajudará a enfrentar seus medos, seus fantasmas, ter melhores atitudes, extrair de você sua melhor versão!

A inteligência emocional possibilita que você desenvolva formas de encarar de frente essas situações!

Infelizmente uma inteligência emocional não desenvolvida pode levar a esconder os pensamentos negativos, negar que existe ansiedade, negar que “está com medo de ir à entrevista de emprego!”

Essa atitude poderá representar uma espécie de “represamento das emoções” que poderá ter um resultado abaixo do esperado.

Não adianta só pensar “eu não estou nervoso”,eu não estou ansioso”, pois numa situação como a do exemplo que coloco no texto, o entrevistador fará perguntas delicadas, difíceis, complexas de responder.

Se seu preparo mental não foi adequado essas perguntas serão o “gatilho mental”, o “start’ para despertar a insegurança, o nervosismo, a ansiedade!

Ela se manifestará em você durante a entrevista pela tonalidade da sua voz, pela sua expressão facial, pela sua postura corporal durante a entrevista.

Percebeu como seus sentimentos podem guiar suas ações, e algumas vezes de forma incontrolável!

Interessante o tema num é mesmo?

Poderíamos citar inúmeros exemplos da vida cotidiana falando da importância de desenvolver a inteligência emocional, “as aptidões emocionais!”

Gostou do tema, tem sugestões ou deseja deixar um depoimento aqui ou nas redes sociais, entre em contato.

APTIDÕES EMOCIONAIS – EXPRESSAR SEUS SENTIMENTOS

Aptidões emocionais - expressar as emoções

Vou te falar uma coisa viu, falar dessa aptidão emocional – expressar seus sentimentos é uma missão bem interessante!

Temos visto ultimamente no mundo afora imagens impactantes, que não dá para esquecer, que mexem com o nosso emocional.

Está acontecendo tanta coisa, “o mundo está tão doido” que não dá para deixar de se emocionar!

Vimos pela imprensa a manifestação de solidariedade, de fúria, de paixão!

Esse século está emocionante!!

E no ambiente profissional?

Como estão as emoções?

Como os empregados reagiram ao trabalho no Home Office?

E as novas demandas profissionais, nossos empregados estão dando conta?

Nossos gerentes estão sabendo lidar com os problemas do novo normal?

Será que o termo “vestir a camisa da empresa” ainda está atual e pertinente?

E com relação à tecnologia, ela está favorecendo uma melhoria nos relacionamentos, aproximando seu cliente da empresa?

Certamente não temos respostas, mas é bem interessante refletir sobre esse tema, sobre esse assunto tão importante.

Na minha experiência como docente, onde tive contato com estudantes de vários cursos, que exerciam atividades profissionais em cargos de vários níveis, notei que o sentimento que expressavam pelos seus empregos “não era de amor, não era de quem estava satisfeito com o trabalho!”

Não sei como essa insatisfação foi expressada no dia a dia no ambiente de trabalho, se é que ela foi expressada! Porém quando sentimos algo e manifestamos de uma outra maneira, estamos num processo de dissonância cognitiva!

Estamos fazendo um esforço emocional que gasta energia, que pode trazer sintomas físicos!

Não estamos manifestando nosso sentimento com sinceridade, mas com conveniência, por interesse “para nos manter no emprego’!

Vou te falar, é muito ruim para nossa saúde agir dessa forma.

Causa estresse, pode levar a úlcera, gastrite, dores de cabeça!

Imagina na hora que um cliente liga para você e reclama da empresa!

Você que recebeu essa ligação de reclamação, pela sua vontade talvez diria:

– Ahh, essa empresa é ruim mesmo, o gerente não valoriza a gente!

Eles não estão nem ai para os clientes!

O que eles querem mesmo é seu dinheiro!!!!!!

Essa é sua vontade, seu desejo, seu sentimento em relação à empresa que trabalha.

Mas no regulamento, no treinamento, nas orientações que você recebeu, foi orientado a dizer:

– Nossa empresa está empenhada a resolver seu problema, certamente um de nossos técnicos já estão analisando uma forma de agilizar a entrega da sua encomenda!

Um outro exemplo de manifestação das emoções no trabalho seria na conversa na hora do café, seu colega de trabalho chega perto e te pergunta:

– E aí o que está achando do novo cargo, saiba que o gerente confia muito em você!

Ahhhh essa pergunta, o empregado pode pensar em responder dessa forma:

– Ahh esse cargo é uma bomba, já estou a 6 meses e não fizeram a minha promoção.

Eu só estou resolvendo problema, ser reconhecido que é bom, até agora nada!

Mas ele, em razão da ética, caráter, responde:

– Ahh está tudo ótimo, estou tendo suporte da equipe, o gerente vem conversar comigo, estou gostando bastante da oportunidade que ele me deu!

Percebe a diferença entre as respostas que criei para essa pequena historinha?

Certamente esse empregado está muito chateado, mas não pode expressar adequadamente seus sentimentos!

Isso pode trazer prejuízos futuros a sua saúde e o deixar extremamente insatisfeito, desmotivado, desiludido com a empresa.

Faz sentido para você falar de aptidões emocionais – expressão de sentimentos?

Se você ficou com dúvidas, quer perguntar alguma coisa ou deixar seu depoimento, escreva por aqui ou mantenha contato comigo pelas redes sociais!

APTIDÕES EMOCIONAIS – ADIAR A SATISFAÇÃO E PRAZER

Inteligência emocional - adiar prazer ou satisfação

Você está na frente de uma confeitaria e diante de um doce bem gostoso, bonito, vistoso, o doce que você gosta!

Qual sua reação?

Entra e compra um pedaço?

Ou olha e vai embora?

Pois é, esse é um exemplo da utilização da aptidão emocional – adiar a satisfação, adiar a satisfação de um prazer!

Esse ato de parar e olhar significa muito!

É o momento que você pode estar utilizando sua inteligência emocional, sua capacidade de adiar um prazer, adiar um gosto.

Você poderá perceber que saciar esse prazer pode ter consequências!

Daniel Goleman, em seu livro INTELIGÊNCIA EMOCIONAL – TEORIA REVOLUCIONÁRIA QUE REDEFINE O QUE É SER INTELIGENTE, descreve que quanto mais adiarmos um gosto, um prazer, mais alto o nível da inteligência emocional.

Voltando para o texto, no nosso exemplo da confeitaria, vou colocar a hipótese de você ter diabetes, e se comer esse doce, poderá alterar os níveis da sua glicemia!

Podemos também imaginar que nesse exemplo que você pode estar no meio de uma dieta para controle de peso, e comer esse doce que você tanto gosta poderá atrapalhar seu regime, sua dieta.

Qual sua decisão?

Percebe que sua decisão terá consequências?

Porém se você não tiver uma reflexão, um controle, “esse estalo” , você simplesmente se basear no prazer, em satisfazer um desejo, uma vontade, simplesmente comer, você não conseguirá pensar nas consequência da sua atitude.

Afinal é um pensamento nosso que “a vida é curta” e se a gente não puder, não merecer comer o doce que mais gosta, para que serve tanto esforço de trabalhar, passar tanto sacrifício, tanto estresse????????

Está vendo a importância de “adiar um prazer!!!!”

Isso vale para um alimento, uma bebida, questões de namoro e sexo e, também na nossa vida profissional!

Em minha vida profissional passei por inúmeras situações que envolviam a decisão de adiar um prazer, refletir sobre as consequências que eu teria se fizesse determinada atitude.

Uma situação que vivenciei e que me vem à mente agora é a de uma festa de inauguração de uma filial da empresa que trabalhei.

Foi marcado para o final da tarde uma festa de inauguração, com a presença da diretoria, gerências de outros estados e convidados especiais da diretoria.

A empresa contratou um buffet para o evento!

Eles capricharam no cardápio e, também na oferta de bebidas.

O final do expediente estava chegando, os convidados começaram a chegar na filial.

Quando começou o evento e todos começaram a se reunir no salão reservado para o evento, muitos funcionários ficaram próximo do local destinado aos garçons!

Conforme os garçons passavam, as pessoas pegavam dois copos de bebidas, outros pegavam vários salgados.

Os garçons quase não conseguiam chegar perto dos convidados da diretoria para servi-los.

A bebida e a comida acabavam antes!!!!

Os comentários posteriores ao evento foram muito ruins em relação às pessoas que abusaram e se comportaram inadequadamente.

A diretoria pediu que o responsável pelo RH da empresa marcasse uma reunião na semana seguinte com os para falar sobre os comportamentos adotados pelos funcionários durante o evento de inauguração da filial.

Você percebe como é importante dominar os desejos, controlar os instintos?

Somos movidos pelo prazer, porém precisamos respeitar os limites, seguir regras, regulamentos e normas da empresa.

Você tem um exemplo sobre a aptidão de adiar o prazer?

Quer deixar um comentário ou depoimento?

Escreva por aqui ou em minhas redes sociais!

Pense nisso!

APTIDÕES EMOCIONAIS – AVALIAR A INTENSIDADE DOS SENTIMENTOS

Aptidões emocionais - intensidade das emoções

Você já marcou um gol numa decisão de uma partida de futebol?

Se eu trouxer para uma apresentação de palestra sobre um assunto que você domina, como estarão seus sentimentos quando você estiver se apresentando para a platéia?

É sobre esses sentimentos e emoções que eu abordarei hoje!

Vivemos a vida intensamente, trabalhamos, passeamos, nos relacionamos!

E toda essa intensidade de emoções precisa ser percebida, precisa ser avaliada!

Muitas vezes a intensidade passa do ponto e vira um nervosismo, uma ansiedade, que fora do controle pode prejudicar nosso desempenho.

Eu tenho como exemplo o meu primeiro dia de trabalho como professor universitário, no ano de 2005.

Estava bem ansioso para começar a lecionar.

Cheguei na faculdade cedo, fui à praça de alimentação tomar um lanche e perto do horário combinado fui para a sala dos professores.

Antes passei na sala da coordenação para retirar as listas e materiais que eram necessários para começar a trabalhar.

Puxa quando deu o horário me dirigi à sala de aula, senti o meu coração acelerado, minha mão começou a suar, eu estava bem acelerado, pensamentos e batimentos cardíacos!

As emoções estavam intensas, mas com o transcorrer da apresentação, da abordagem dos temas, dos conteúdos das aulas, respondendo as dúvidas dos alunos, senti que a adrenalina foi baixando, ficando controlada.

Quando avisei sobre o intervalo, um aluno veio conversar comigo e me deu um feedback bem interessante.

Falou que minha voz estava tremula, que eu gesticulava sem parar e por vezes eu ficava com a respiração ofegante e não conseguia terminar a palavra a frase! Foi bem interessante ouvir esse feedback sobre mim! Voltamos para a aula e tudo terminou bem.

Foi um dia incrível, inesquecível e agradeço muito ao aluno pelas palavras, e à sala pela paciência com um professor iniciante e que estava muiiiiiiiiiiiittttttttoooooo nervoso!

Você percebe o que significa INTENSIDADE DE EMOÇÕES!

Ela vem, acontece e se você não desenvolve mecanismos para perceber essa questão, pode te prejudicar muito na questão de desempenho, de relacionamentos, de participação em processos seletivos!

Portanto essa é a aplicação da aptidão INTENSIDADE DE EMOÇÕES no seu dia a dia, seja no seu relacionamento, na escola durante uma prova, ou nos seus desafios profissionais.

Ficou com dúvida, gostaria de perguntar algo sobre o tema o deixar um depoimento, escreva no Blog ou mantenha contato pelas redes sociais!

APTIDÕES EMOCIONAIS – REDUZIR A TENSÃO

Aptidões Emocionais

Como nosso ambiente de trabalho tem tensões, num é mesmo?

Ahh… Não são somente tensões negativas não, muito pelo contrário, tem tensão positiva também!

A empresa para encantar seu cliente precisa fazer circular a energia positiva.

E a área de RH, de Endomarketing sabe disso!

Ela programa festa do aniversariante do mês, faz a eleição do funcionário do mês, premia o funcionário que faz 10 anos de empresa.

Tudo para manter a positividade, o alto astral, a cooperação entre os empregados!

Você percebe isso, num percebe?

Essa é uma das maneiras que a empresa utiliza para que a energia positiva supere a negativa.

Como falado anteriormente, a empresa é um lugar competitivo.

E aquele funcionário que ganhou a plaquinha de funcionário do mês certamente num é unanimidade, tem alguns desafetos e aí que mora o perigo!

Que a tensão surge, pois já vão começar a falar que ele “é puxa-saco”, que é protegido, que não é merecedor!

É tensão a vista! Principalmente se alguém se sentir injustiçado!

Começa a entrar em ação a inveja, a auteoestima, a disputa de poder, a soberba!

Isso só para citar um exemplo, o do funcionário que foi o eleito funcionário do mês!

Esse evento que foi criado para elevar o astral da equipe e reduzir as nossas tensões, para criar união entre a equipe, tem como ganho adicionar sabermos gerenciar as nossas emoções, aprender a lidar com a opinião contrária, com as pessoas que não gostam da gente, com a perda de status, de poder!

Afinal de contas, como dizia meu pai “nem Jesus Cristo agradou todo mundo”, não serei eu que irei agradar!

E nesse caso criar um sentimento positivo de alegria pela “conquista do outro”, a vitória do outro!

Essa pode ser uma forma bem interessante de diminuir a tensões, de gerencias as tensões, o clima dentro da organização!

Outro detalhe também que vale a pena prestar a atenção em relação às tensões na empresa é que precisamos manter o respeito, os limites e a hierarquia!

Desenvolver a resignação, “o espírito de equipe”!

Passei por uma situação numa das empresas que trabalhei, que promovia reuniões entre os supervisores de área!

Discordei de uma opinião de um dos supervisores.

Ele chegou e disse para mim:

“Como é seu nome mesmo?

Respondi Arnaldo –

Na sequência ele perguntou para mim:

 “Arnaldo você sabe com quem você está falando?

Você deveria pensar duas vezes antes de discordar da minha opinião!

Terminada a reunião fiquei sabendo que o rapaz era genro do dono da empresa!

Os colegas já vinham com a brincadeira no café: “

É Arnaldo, cabeças vão rolar!”

Ainda fiquei dois anos nessa empresa!

Esse é um dos exemplos de como as tensões que passamos na empresa precisam ser controladas, para o bem da empresa, para o bem de nossa saúde!

Se nossa opinião for ser vencida, precisamos respeitar!

Assim como se nossa opinião for vencedor, o outro também precisa respeitar!

E nessa conversa, nesse diálogo, que as emoções precisam estar controladas, com todos esforços possíveis!!!

E você?

Já vivenciou um ambiente onde a tensão está elevada, onde o nervosismo está aparente em algumas pessoas?

Procure pensar o que isso tem te prejudicado, o que isso tem feito seu nível motivacional ficar abalado!

Essa reflexão dirá muito sobre o que você pensa sobre seu futuro nessa empresa!

Vale a pensa refletir, e se precisar tira dúvidas, se resolver dar seu depoimento, escreva no meu blog ou mantenha contato nas redes sociais!

APTIDÕES EMOCIONAIS – CONTROLE DOS IMPULSOS

controle dos impulsos

Quem nunca tomou uma atitude impulsiva no seu ambiente de trabalho?

E depois de passar um tempo, “refrescar a cabeça”, “cair na real” , ver que essa atitude impulsiva lhe trouxe um “baita” prejuízo!

Nesse caso nos perguntamos:

“Puxa, o que custava eu esperar um pouquinho mais para tomar essa atitude?”

Esse pensar um pouquinho mais é a reflexão, é o pensar melhor, se era essa a coisa certa a se fazer!

Você vê como é importante entender o que leva o indivíduo a tomar uma atitude impulsiva!!!

O ambiente organizacional é um ambiente competitivo, muito rico em possiblidades para tomar atitudes precipitadas!

Ela pode surgir numa reunião departamental, no fechamento de relatório sem todas as informações necessárias, ou mesmo com aquela máxima que ouvimos com uma certa frequência ultimamente – “O feito é melhor que o perfeito”

Só que a precipitação, a atitude impulsiva é carregada de emoções.

Muitas vezes não se resume a questões burocráticas, mas também surge numa comunicação por e-mail ou numa mensagem via Whattsap.

Outras vezes perdemos o equilíbrio na relação com a chefia ou com colegas de trabalho, em razão de uma crítica, de um julgamento que recebemos por uma atitude tomada!

Olha, como ficamos bravos, agressivos, começamos a discutir!

Ficamos com raiva, irados!

Passamos dos limites, aos berros, gritos!

Ficamos naquela discussão que não leva a nada!

Puxa, como o sangue ferve, ……….perdemos a razão,…….. passamos do limite!

E o que acontece conosco?

Ficamos arrependidos, envergonhados com nosso descontrole, com nossa impulsividade.

Depois que o sangue ferveu, num adianta arrependimento.

Como dizia meu pai, não adianta chorar o leite derramado!

E acabamos arcando com as consequências, levando bronca, sendo advertido, e em alguns casos perdendo o emprego.

Mas a atitude impulsiva não se resume a essas questões próprias de relacionamento.

Elas podem surgir também com uma vontade incontrolável de consumir algo, de se antecipar a algo, aproveitar uma oferta, um desconto, uma promoção.

Difícil num acha?

Surge uma ansiedade, uma vontade de suprir uma necessidade imediata!

A pessoa concretiza a ação, e pouco tempo depois começa a avaliar os prejuízos por não controlar seus impulsos.

Você vê como é importante o controle dos impulsos?

Essas situações podem ocorrer com qualquer um de nós, em diversas situações seja na empresa, no convívio familiar, nos relacionamentos afetivos.

Se pensarmos em situações extremas, que ocorrem com frequência e te prejudica, é recomendável buscar ajuda profissional para entender o que está acontecendo com o controle de seus impulsos.

Caso você queira maiores informações sobre o tema, tenha dúvidas ou queira deixar seu depoimento, entre em contato pelo blog ou pelas minhas redes sociais.

Bora desenvolver aptidões emocionais?

APTIDÃO EMOCIONAL – IDENTIFICAR E ROTULAR EMOÇÕES

Identificar as emoções

O ambiente organizacional é rico em sentimentos e emoções, apesar da alta gestão não concordar com essa afirmação.

Para eles a emoção não deve entrar no ambiente de trabalho.

Mas cá entre nós, não conseguimos ir para o trabalho e deixar as emoções na gaveta da nossa mesa ou no armário do vestiário, não é mesmo?

Nossa rotina é intensa, durante o dia acabamos por expressar nossas emoções, seja verbalmente ou na forma não verbal.  

Fazemos caretas, mudamos nossa expressão facial, gesticulamos, procuramos manter uma postura adequada, andamos de um lado para o outro, e quando vemos alguém conhecido cumprimentamos com um aperto de mão.

 Ou seja, expressamos nosso jeito de ser e agir, por meio de emoções e atitudes.

No ambiente de trabalho, tem aquelas pessoas, aqueles colegas de trabalho mais observadores e atentos, mais sensíveis e perceptivos, que conseguem captar os sinais que transmitimos, a nossa energia, o nosso astral!

Com o tempo isso fica cada vez mais nítido e cristalino.

Nossa forma de dar uma ordem, de cobrar um trabalho, de conversar ao telefone.

Essas pessoas observam como estamos!

Somos também avaliados, julgados, criticados pelo jeito que realizamos nosso trabalho. Uma tonalidade de voz com o cliente, “uma cara sisuda” no momento de realizarmos uma reunião ou palestra!

É muito comum que dentro dessa rotina, as pessoas comentem pelos corredores ou no cafezinho:

“Nossa você viu como ele cobrou as metas!”

“Ahh eu achei uma grosseria o jeito que ele falou com os analistas, como pode ser tão agressivo assim?”

“Verdade, parece que ele estava com raiva de todo mundo….sic…..!!!!”.

Comentários bem desagradáveis, num é?

Pois é, no ambiente organizacional as emoções fluem, acontecem, quer a diretoria queira ou não queira!

Tem pessoas, tem emoção!!!

Esses comentários são feitos, muitas vezes, por pessoas que conseguem identificar e classificar as emoções.

Que se colocam no lugar de quem está emocionalmente abalado, utilizando a empatia para compreender as dificuldade para controlar seu estado emocional.

Essas pessoas percebem os traços de raiva, angústias, nervosismo dos colegas de trabalho.

Compreendem e sentem o que a maioria nem percebe.

Quando questionamos de onde vem essa capacidade eles contam que desenvolveram a aptidão conhecer mais profundamente os sentimentos seus e de outras pessoas, desenvolveram a Inteligência Emocional.

No ambiente de trabalho é fundamental essa aptidão, essa capacidade!

Com ela (a aptidão) podem tomar melhores decisões, relacionar-se melhor, aumentar o autoconhecimento e o autocontrole.

Podem se sentir capazes de conversar com a outra pessoa que está com as emoções afloradas, tentar acalmar, tentar mostrar que vale a pena refletir sobre essas emoções e atitudes.

Esse diálogo poderá inclusive levar a um desabafo sobre problemas e dificuldades que vem passando na vida.

O profissional demonstrar essa aptidão de identificar e rotular as emoções dos colegas, da equipe, poderá levar o indivíduo a ter um destaque na carreira, assumir posições de maior responsabilidade na hierarquia, além de ser um importante mediador de conflitos e de interesses da empresa.

Concluindo, sabemos que o ambiente organizacional é complexo e difícil, onde acabam existindo conflitos de interesses, de egos, e, também a disputa de poder.

Quem conhecer melhor suas emoções e as do outro terá maior chance de expor suas estratégias, consolidar os relacionamentos, e também criar condições para alavancar os resultados individuais e da equipe, bem como também da organização como um todo.

O que você estã esperando para desenvolver suas aptidões emocionais, sua inteligência emocional?

Pense nisso!

Arnaldo Pereira dos Santos